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Regras da Anvisa para Salão de Beleza

18-04-2017

Você que está montando ou já tem seu salão de beleza em pleno funcionamento com certeza sabe que qualquer produto que utilize em seu estabelecimento deve ter registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, certo?

Claro. Até porque se você comprar algum produto (acetona, esmalte, creme para os cabelos, maquiagem, tinturas etc) e esquecer de averiguar se ele tem o selo do órgão estará sujeito à multa de R$ 500 a R$ 500 mil se ele não tiver registro – um prejuízo que ninguém em sã consciência quer ter.

Mas se você não sabe ou esqueceu, atenção: essa é apenas uma das regras da Anvisa para salões de beleza. Para evitar dores de cabeça monstruosas a dica é prestar muita atenção nas demais e adequar seu estabelecimento o mais rápido possível.

Exigências procuram evitar riscos de contágio

Por mais que pareçam inofensivos, alguns procedimentos até há algum tempo comuns nos salões podem ser bastante prejudiciais à saúde e até acarretar em problemas graves ou fatais. É o caso, por exemplo, da falta de esterilização ou do procedimento mal feito em alicates de unha, que podem transmitir doenças como dermatoses, micoses, hepatite e Aids.

Foi justamente para proteger a saúde dos clientes que a Anvisa proibiu o uso da estufa, determinando o autoclave em seu lugar, considerado muito mais eficiente. Para se assegurar do cumprimento das determinações o órgão realiza fiscalizações constantes e as empresas flagradas descumprindo a lei são consideradas infratoras, estando sujeitas a multas.

Local deve ser independente da residência

Ainda de acordo com as regras da Anvisa, qualquer salão de beleza, cabeleireiro ou estabelecimento afim deve ter local próprio para a lavagem de material; manter cadeiras e colchões de macas revestidos por material impermeável em bom estado de conservação; ser independente da residência; utilizar toalhas limpas, sempre lavadas após cada uso; estar limpo e organizado, com ventilação apropriada e circulação de ar; possuir licença sanitária e manter a rotina de limpeza de escovas de cabelo, pentes, bobies e qualquer outro acessório após o uso de cada cliente.

Conheça outras determinações da Anvisa

Cabelos

Quando o cliente apresentar qualquer tipo de lesão no couro cabeludo não devem ser feitos procedimentos como alisamento, ondulamento, tintura ou qualquer outro em que seja necessária a utilização de produto químico. Não utilize produtos caseiros e verifique sempre a procedência do produto, o fabricante, o nome e o registro na Anvisa. Toalhas, escovas e pentes devem estar sempre limpos, com a higienização feita após o uso em cada cliente.

Alisantes, escova progressiva e formol

O formol só pode ser utilizado nas quantidades determinadas pela Anvisa e assim mesmo na fórmula de cosméticos como agente endurecedor de unhas ou conservante. O uso do formol como alisador capilar é considerado ilegal, podendo causar diversos problemas sérios de saúde tanto em quem aplica quanto em quem recebe o tratamento, com consequências que podem ser fatais.

A adição de formol ou qualquer outra substância a produtos sujeitos à Vigilância Sanitária é considerada infração sanitária. O formol, cujo risco aumenta na proporção em que é utilizado e na sua concentração, é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Manicure, Pedicure e Podologia

Apenas profissionais capacitados devem exercer a função, mantendo a rotina de esterilização dos materiais em autoclave. os materiais estéreis devem ser devidamente embalados individualmente e armazenados em local exclusivo e próprio, com controle da data de esterilização.

Os procedimentos de podologia devem ser realizados em local exclusivo e o profissional deve utilizar material de proteção individual como jaleco e luvas. Antes de iniciar o tratamento o podólogo deve fazer a higienização e assepsia da pele do paciente. É terminantemente proibido ao podólogo indicar ou prescrever qualquer tipo de medicamento para uso tópico ou sistêmico.

Depilação

O procedimento não deve ser realizado quando a pele apresentar qualquer tipo de lesão, as ceras devem ser de uso individual e descartáveis e as espátulas feitas de material liso, impermeável e lavável ou então serem descartáveis. Qualquer reutilização de produto pode ser enquadrada como crime sem possibilidade de fiança.

Estética

Procedimentos invasivos, como aplicação de preenchimentos, botox ou bioplastia, por exemplo, só deverão ser realizados por profissional médico.

Todos os produtos e equipamentos utilizados deverão ter registro da Anvisa; o local deve estar limpo, higienizado e possuir licença sanitária. Produtos como seringas e agulhas são estéreis e de uso único, devendo ser descartadas após o uso.

É sempre bom lembrar que as denúncias podem ser feitas por qualquer cliente à Vigilância Sanitária e são verificadas de forma imediata pelo órgão.

Fonte: http://www.universidadedabeleza.com

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