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Dia do Cabeleireiro

04-11-2015

Nasceu na cidade de Lima, Peru, no dia 9 de dezembro de 1579. Filho de Juan de Porres, cavaleiro espanhol da Ordem de Calatrava, e de Ana Velásquez, negra livre panamenha.

Martinho foi batizado na igreja de São Sebastião, onde anos mais tarde Santa Rosa de Lima também o fora.

São misteriosos os caminhos do Senhor: não foi nada menos que um santo quem o confirmou na fé de seus pais. Foi Santo Toríbio de Mogrovejo, primeiro arcebispo de Lima, quem fez descer o Espírito sobre seu moreno coração, coração que o Senhor foi fazendo manso e humilde como o de sua Mãe.

Aos doze anos Martinho foi ser aprendiz de barbeiro, e assistente de um dentista. A fama de sua santidade corre de boca em boca pela cidade de Lima.

Martinho conheceu o Frei Juan de Lorenzana, famoso dominicano como teólogo e homem de virtudes, quem o convidou a entrar para o Convento de Nossa Senhora do Rosário.

As leis daquele tempo o impediam de ser religioso por causa de sua cor e raça, então Martinho de Porres ingressou como “Donado”, mas ele se entrega a Deus e sua vida é guiada pelo serviço, humildade, obediência e um amor sem medida.

São Martinho tem um sonho que Deus o desbarata: "Passar despercebido e ser o último". Seu anseio mais profundo sempre é seguir Jesus. Encarrega-se da limpeza da casa; sendo a vassoura , junto com a cruz, a grande companheira de sua vida.

Serviu e atendeu a todos, mas não é compreendido por todos. Um dia cortava o cabelo de um estudante: este irritado com o melhor sorriso do frei Martinho, não hesita em insultá-lo: Cão mulato! Hipócrita! A resposta foi um generoso sorriso.

São Martinho estava já há dois anos no convento, e fazia seis que não via seu pai, este o visita e… depois de dialogar com o Pe. Provincial, este e o Conselho Conventual decidem que Frei Martinho se torne irmão cooperador.

Em 2 de junho de 1603 se consagra a Deus por sua profissão religiosa. O Pe. Fernando Aragonês testificará: "Exercitava-se na caridade dia e noite, curando doentes, dando esmola aos espanhóis, índios e negros, a todos queria bem, amava e curava com singular amor". A portaria do convento é uma fila de soldados humildes, índios, mulatos, e negros; ele costumava repetir: "Não há maior alegria que dar aos pobres".

Sua irmã Juana tinha boa posição social, em sua chácara dava abrigo aos doentes e pobres. E em seu pátio acolhia os cães, gatos e ratos.

Logo a virtude o mulato deixou de ser um segredo. Seu serviço como enfermeiro se estendia de seus irmãos dominicanos até as pessoas mais abandonadas que podia encontrar na rua. Sua humildade foi provada na dor da injúria, inclusive por parte de alguns religiosos dominicanos. Incompreensão e inveja: caminho de contradições que foi assemelhando o mulato a seu Reconciliador.

Os religiosos da Cidade Virreinal vão de surpresa em surpresa, pelo que o Superior o proíbe de realizar nada extraordinário sem seu consentimento. Um dia, quando voltava ao Convento, um operário lhe grita por socorro ao cair do andaime; o Santo acena e corre para pedir permissão ao superior, este e o interessado ficam cativados por sua docilidade.

Quando viu que se aproximava o feliz momento de ir gozar da presença de Deus, pediu aos religiosos que lhe rodeavam que rezassem o Credo. Enquanto cantavam, entregou sua alma a Deus. Era o dia 3 de novembro de 1639.

Sua morte causou profunda comoção na cidade. Havia sido o irmão e enfermeiro de todos, singularmente dos mais pobres. Todos disputavam para conseguir alguma relíquia. Toda a cidade lhe deu o último adeus.

Seu culto estendeu-se prodigiosamente. Gregório XVI o declarou Beato em 1837. Foi canonizado por João XXIII em 1962. Recordava o Papa, na homilia da canonização, as devoções em que havia se distinguido o novo Santo: sua profunda humildade que o fazia considerar a todos superiores a ele, seu zelo apostólico, e seus contínuos desvelos por atender os doentes e necessitados, o que lhe valeu, por parte de todo o povo, o belo epíteto de "Martinho da caridade".

Sua festa é celebrada no dia 3 de Novembro.

EM SANTA MARIA – RS

A Câmara de Vereadores aprovou e o Sr. Prefeito Municipal sancionou a Lei nº 2.9l8/87, que reconhece o dia 03 de novembro de cada ano como sendo o “ Dia do Barbeiro, Cabeleireiros e Artes Afins”, data festiva para a classe, em homenagem a São Martinho de Porres, Padroeiro universal da categoria.

NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

A Assembléia Legislativa do Estado aprovou o Projeto nº 119/87, de autoria do Dep. Renan Kurtz, a pedido da UBACARSUL, e o Sr. Governador do Estado sancionou a Lei nº 8.645, de 07 de junho de 1.988, considerando como Dia Estadual do Barbeiro, Cabeleireiro e Artes Afins o dia 03 de novembro de cada ano, em homenagem a São Martinho de Porres, Padroeiro Celestial da categoria.

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