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Cinco dicas para sobreviver aos dois primeiros anos do seu negócio

21-09-2017

Abrir um negócio próprio no Brasil envolve muito mais do que a vontade de investir em um hobby como profissão. Por aqui, a queda na geração de vagas formais, o aumento da inflação e a facilidade para se formalizar fizeram com que grande parte da população se tornasse empreendedora.

Em todos os estados brasileiros, o volume de empreendedores iniciais por necessidade - ou seja, pessoas que abriram um negócio após perderem seus empregos, por exemplo - passou de 29% em 2014 para 43,5% em 2015, uma tendência que deverá se estender até o fim de 2016 por conta da crise econômica.

Segundo o Sebrae, no Brasil são criados mais de 1,2 milhão de novos empreendimentos formais anualmente. Desse total, mais de 99% são micro e pequenas empresas e empreendedores individuais. Mas o dado não é tão promissor assim. A média de sobrevivência desses novos negócios é de dois anos no máximo.

Geradores de novas possibilidades de emprego para o mercado nacional, os novos empreendedores brasileiros se perguntam o que é preciso fazer para perdurar por anos e crescer? Confira cinco dicas para os micro e pequenos empreendedores se tornarem empresários de grande sucesso.

1. Peça ajuda
Atualmente, existem consultorias e cursos gratuitos que ajudam o empreendedor inicial a aprender sobre administração e gestão financeira, concorrência, melhor ponto para abrir o negócio ou a melhor forma de divulgar o seu serviço. Entre as opções está o SEBRAE, entidade que apoia e auxilia no desenvolvimento de micro e pequenas empresas em todo o país, com cursos, palestras e consultoria com especialistas de diversos setores. Há, ainda, o Portal do Empreendedor – MEI que é um meio oficial do governo que pode ajudar a tirar as principais dúvidas para a categoria.
Além disso, busque sempre informações na internet, vá a eventos focados em empreendedorismo e acompanhe grupos de empreendedores nas redes sociais para buscar referências. Não tenha receio de pedir ajuda também para empresários mais antigos e bem-sucedidos. Com certeza, eles terão dicas valiosas para quem está começando.

2. Não tenha medo de mudar
Segundo levantamento da Neoway, consultoria especializada em inteligência de mercado, a mortalidade das empresas brasileiras aumentou mais de 300% entre 2014 e 2015, somando 1,8 milhões de negócios fechados, o que inclui os microempreendedores individuais, só no último ano. Essa apuração ocorreu a partir do cruzamento de dados reais de todas as juntas comerciais espalhadas pelo País e de informações obtidas no site da Receita Federal.

A decorrência desses dados pode estar ligada à crise financeira do país, mas muitas vezes, o fechamento pode ser evitado com uma boa gestão do negócio. As pessoas quando ativam uma empresa apostam naquilo que melhor sabem fazer para oferecer aos clientes. Uma cozinheira que faz bons bolos, pode desejar abrir uma confeitaria, mas será que o mercado para ela está saturado? Ela pode fazer boas sopas e ter mais chances de crescer, por exemplo. Uma boa forma de acompanhar o movimento é ouvir o que os clientes pedem e estar aberto a mudanças repentinas no negócio.

3. Tenha a tecnologia como aliada
Seu smartphone pode ser muito mais do que apenas um telefone móvel. Use e abuse dos aplicativos de gestão financeira, controle de estoque e cadastro de clientes. Esta é uma boa forma de gerar relatórios detalhados e acompanhar o fluxo de caixa da sua empresa sem a necessidade de programas complexos ou custosos.

4. Aceite pagamentos em cartão
Muitos dos microempreendedores no Brasil ainda têm receio de investir em uma máquina para aceitar pagamentos em cartão por falta de conhecimento sobre operações financeiras. Porém, os pagamentos móveis ajudam, e muito, a aumentar as vendas e captar mais clientes. Um levantamento do SEBRAE aponta que 42% dos empreendedores que passaram a aceitar cartão reduziram os calotes. Outro aspecto positivo é evitar que o empreendedor tenha grandes quantias de dinheiro em mãos – o que não é seguro.

Analisar as taxas de transação das máquinas oferecidas no mercado também é essencial e pode fazer com que o empreendedor ache boas opções disponíveis e que se adequem ao seu negócio.

5. Busque sempre conhecimento
Ainda que o empreendedor comece sua empresa por necessidade, ele apostou em um nicho por alguma vantagem, seja por demonstrar talento ou por ter percebido uma brecha no mercado. Por isso, faça tudo com dedicação e nunca deixe de buscar conhecimentos e se aprimorar.

 

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